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Precisamos empreender para crescer

Precisamos empreender para crescer

Close up of a tennis ball on a red surface of a clay court

Quando sonhamos em ser um tenista aclamado, o que temos em mente são basicamente jogadas vencedoras, torneios conquistados, troféus, boa condição financeira, e outros reconhecimentos. Nem sempre é possível vislumbrar uma postura empreendedora, haja vista que a atmosfera do esporte toma conta de todos os projetos e ações que tomamos. 

Desde cedo tive contato com o viés de empreendedor. Quando morei nos EUA, aprendi a encordoar raquetes e dava aulas de tênis, nunca deixando de me capacitar. Não sabia muito bem o que esperar daquilo tudo. Haviam muitas dúvidas, e a ATP ainda empregava esforços na organização do tênis moderno que vemos nos dias de hoje.

Em 1973, recebi o convite do Dr. José Farani para ser head coach da academia de tênis de Brasília, ao lado do grande jogador da época, Edison Mandarino. Somente em 1976 a academia ficou pronta e foi realizada a primeira clínica de tênis, de 3 semanas, divida em duas edições.

Durante as atividades, a academia não atendeu às nossas expectativas. Porém, a vontade de empreender nos levou, de maneira familiar, a abrir em 1983 o Centro de Treinamento de Serra Negra – SP.

Paralelo ao Centro de Treinamento, competia no circuito mundial, jogando torneios grand-slams e sendo bem-sucedido em grande parte dos campeonatos, atingindo a 32ª colocação no ranking de simples e a honrosa 5ª colocação em duplas.

No ano de 1990 fui convidado para ser técnico da argentina Gabriela Sabatini, uma das melhores tenistas à época, parceria que durou até 1994.

Após, entre 1998 e 2004, trabalhei como Diretor da Confederação Brasileira de Tênis, onde pude realizar a capacitação de mais de 3000 técnicos e ministrar mais de 200 cursos. Diante do número expressivo de palestras e alunos, a fim de dar escala ao business, desenvolvi uma orientação básica de tênis em fitas VHS, que era possível encontrar em locadoras espalhadas por todo o país, sendo um sucesso em vendas e locações. O material gerou uma grande exposição frente ao mercado.

Fato é que o tênis mudou a minha vida em todos os sentidos. Vivenciei momentos e emoções indescritíveis em função deste esporte, mas sempre tive a consciência de que não jogaria ativamente para sempre, por isso sabia que teria que investir em conhecimento. Aproveitei ao máximo a oportunidade que tive de cursar uma universidade fora do Brasil, pois era claro que teria uma projeção maior dentro do mercado de trabalho.

Empreender se mostrou o caminho que mais me movia. Eu sabia que tinha reunido um certo background que me respaldou para a obtenção do sucesso em quase tudo que me propus a fazer. Daí a importância de uma boa bagagem de vida e de estudos diferenciados. 

A mente de um jovem que sai da zona de conforto e busca investir em si próprio é um enorme impulso para o momento em que for empreender. Disciplina, vontade, amor, conteúdo e iniciativa elevam a pessoa a outros patamares. 

E conhecendo o caminho, não me contento em guardá-lo só para mim, pois a felicidade só é completa quando compartilhada. 

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